A Identidade Teológica da FTSA | Por Núcleo Docente Estruturante da FTSA - Revista Práxis Missional
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A Identidade Teológica da FTSA | Por Núcleo Docente Estruturante da FTSA

Nenhuma instituição, que em nosso caso é no campo da educação teológica, nasce em um vazio e sem referências que determinam sua identidade. Toda identidade equivale a uma forma de ser, dizer e fazer.

Como afirma Manuel Castells:

A Identidade é um processo de construção de significado com base em um atributo cultural, ou ainda um conjunto de atributos culturais inter-relacionados, o(s) qual(ais) prevalece(m) sobre outras fontes de significados. Para um determinado indivíduo ou ainda um ator coletivo, pode haver identidades múltiplas. (Castells, 2008, p. 22)

Esse documento tem por finalidade refletir sobre esse processo de construção de significado ou seu conjunto de atributos geradores da identidade histórica da FTSA ao longo de sua história.

As características identitárias aqui destacadas são fruto de um trabalho coletivo dos atores da FTSA no campo da educação teológica, de modo global, mas com maior incidência na América Latina. Desde seu nascimento, a FTSA, por meio de suas lideranças, sempre esteve e continua presente em congressos de expressão no campo da educação teológica, como os dos movimentos de Lausanne, ICETE, os CLADES na América Latina, os inúmeros congressos brasileiros, em especial o CBE I e II, as consultas teológicas da ASTE, AETAL, Fraternidade Teológica Latino Americana, setor Brasil, e tantas outras.

Esse processo de escuta, de observação participante, de permanente diálogo e reflexões foi dando à FTSA cores e sabores para que ela discernisse os elementos formadores e geradores de sua identidade enquanto uma instituição de educação teológica situada no Brasil, em meio às culturas latino-americanas, buscando em Deus fazer a diferença ser e fiel à sua vocação.

Assim, as cinco características da identidade teológica da FTSA são: Bíblica, Contextual, Ministerial, Missional e Transformadora. Veremos detalhadamente sobre cada uma delas a seguir.

  1. Teologia bíblica

Compõe a identidade da FTSA um fazer teológico que se define como bíblico. Tal postura passa, necessariamente, pela centralidade das Escrituras, Antigo e Novo Testamentos, não apenas como método de ensino, mas pela própria maneira como entendemos a nós mesmos e a missão de Deus a nós confiada.

Observando desde uma perspectiva mais ampla, segue-se aqui a tradição da Reforma Protestante que afirma em um de seus pilares, conhecido como Sola Scriptura, que as Escrituras sagradas têm primazia na construção das doutrinas ensinadas e vivenciadas pela igreja. Nesse sentido, o entendimento advindo das Escrituras se sobrepõe a qualquer tradição, corrente, preferência ou opção particular. É também por meio das Escrituras que se procura dirimir qualquer dúvida que surja na interpretação de seus textos, ou seja, vale a máxima hermenêutica de que as Escrituras explicam as próprias Escrituras, ou de que na dispersão, o texto (bíblico) é pátria (De Wit, 2002).

Desde uma perspectiva mais específica, a FTSA oferece uma matriz curricular que promove o desenvolvimento de diversas habilidades e competências necessárias para a produção de uma teologia que seja bíblica. Inclui-se aí a fundamental importância do conhecimento das línguas originais em que os textos bíblicos foram escritos, a abordagem literária aos dois Testamentos, as técnicas de entendimento da mensagem para os públicos alvos originais e princípios de interpretação e aplicação da mensagem bíblica para as realidades contemporâneas.

Entendendo também que a Palavra de Deus se faz viva e eficaz para a realidade contemporânea, por meio da iluminação do mesmo Espírito que a inspirou no passado, o processo educativo na FTSA se dá de forma integradora. Por isso, a teologia bíblica não prescinde do ferramental de entendimento da realidade contextual, obtido com o auxílio de disciplinas que visam esse objetivo, assim como considera a relevância do conhecimento dos conceitos doutrinários fundamentais. O resultado desse processo de construção bíblico-teológica é a busca e proposição de uma teologia prática e transformadora para as realidades eclesiais. Nesse sentido, seguimos o que prescreve o Pacto de Lausanne, quando se refere à autoridade e o poder da Bíblia,

A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus. (Pacto de Lausanne, 2003, p. 32)

Ainda em diálogo com o Pacto Lausanne, também no item 2, sobre a autoridade e o poder da Bíblia, fazemos coro com o mesmo quando destaca que:

Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. (Pacto de Lausanne, 2003, p. 20)

Vale destacar, igualmente, que a principal chave hermenêutica para a teologia bíblica na FTSA é a pessoa de Cristo. Isto é, nossos pressupostos teológicos se definem como bíblicos na medida em que estão em harmonia com a vida, a obra e os ensinamentos de Cristo. A Bíblia na FTSA não é tratada como uma mera coletânea de livros que foram agrupados. Não se pode fazer uma colcha-de-retalhos da Bíblia. Ela representa a revelação da missão de Deus ao mundo. Trata-se da grande narrativa de Deus. Tal abordagem significa que:

A própria Bíblia como um todo é um fenômeno “missional”. Os próprios livros que agora compõem nossa Bíblia são resultado e testemunho da grande missão de Deus. A Bíblia apresenta a história da missão de Deus, por meio do povo de Deus, no envolvimento deste com o mundo de Deus e em prol de toda a criação de Deus. A Bíblia é o enredo desse Deus comprometido com a missão de alcançar esse propósito universalmente, incluindo o passado, o presente e o futuro, Israel e as nações, “a vida, o universo e tudo o que há”, com o centro, foco, ápice e consumação de tudo isso em Jesus Cristo. A missão, portanto, não se resume a um item em uma lista de coisas que a Bíblia menciona por acaso, algumas com mais urgência do que outras. A missão, na verdade, é a essência da Bíblia. (Wright, 2014, p. 20)

Desse modo, a FTSA entende que a Bíblia precisa ser vista, interpretada, estudada e praticada na perspectiva missiológica porque a missão é a essência da Bíblia. Isso evita o risco de uma leitura bíblica individualista cujo centro é o ser humano. O centro é e sempre será Deus e sua missão.

Essa também é a compreensão de Samuel T. Logan Jr., ao afirmar que:

Quando entendemos que toda a Bíblia constitui a coerente revelação da missão de Deus, descobrimos que toda a nossa visão de mundo é impactada por essa visão. A Bíblia é A História que nos conta de onde viemos, como chegamos aqui, quem somos nós, porque o mundo está na desordem atual, como e pode (e deve) ser mudado e para onde estamos indo. E toda essa história constitui a missão deste Deus – o originador da história, o contador da história, o ator principal da história, o planejador e guia da história, o alvo da história, o significado da história e a conclusão final da história. Ele é o início, o fim e o centro. A Bíblia é a história da missão de Deus – desse Deus, não de outro. (Logan Jr., 2015, p. 12)

Ter as Escrituras ou a Bíblia como o principal referencial de construção teológica dá à FTSA a tranquilidade em se posicionar como uma instituição interdenominacional, podendo, assim, servir a igreja cristã na preparação de sua liderança e como um povo que está a serviço da missão de Deus.

  1. Teologia missional

Desde seu nascimento, em 1994, a vocação da FTSA estava muito clara: preparar vidas para servir o Reino de Deus. Além de preparar vidas para atuarem no ministério pastoral e missões nacionais e transculturais, a FTSA já percebia a necessidade de preparar pessoas para a missão de Deus. Deus é o sujeito da missão e não a igreja. As instituições teológicas, quando do surgimento da FTSA, preparavam pessoas para as vocações específicas (pastor, missionário, professores para a escola bíblica ou dominical, etc.). O foco central de nossa escola sempre foi mais amplo: preparar vidas para a missão de Deus. A missão de Deus vem antes de qualquer vocação específica. Preparar pessoas para uma vocação específica (por ex., o ministério pastoral) sem que esteja a serviço da vocação geral (a missão de Deus) é um risco, pois pode se tornar um fim em si mesmo.

É da missão de Deus que surge a responsabilidade e identidade da FTSA. É uma agência formadora e capacitadora para a missão de Deus. A missão é de Deus e não nossa. O paradigma a ser quebrado é este: a igreja não tem uma missão para Deus no mundo. É justamente o contrário: Deus é que tem uma igreja para a Sua missão no mundo. Assim, a igreja, instituições, agências missionárias, ONGs, etc., estão a serviço da missão de Deus no mundo. Essa conversão paradigmática nos faz entender a necessidade de abandonar a ideia de que é a igreja que envia. Ao contrário, a igreja é enviada. Isso lembra as palavras de Jesus: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20:21).

Na identidade missional todos são participantes da missão de Deus. Essa atividade de Deus no mundo diz respeito à reconciliação: (1) das pessoas para com Ele (dimensão pessoal); (2) das pessoas para com o próximo (dimensão social); (3) das pessoas para com elas mesmas (dimensão intrapsíquica) e; (4) das pessoas para com toda a criação (dimensão ecológica). Isso porque o projeto de Deus é que “por meio dele [Jesus], reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Cl 1:20). Portanto, é pela missão de Deus (também chamada de missio Dei) que a identidade da FTSA é constituída, construída, desenvolvida e mantida. Sua identidade é missional e isso diz respeito à natureza, propósito e razão de existir.

Um dos principais desafios para a igreja cristã brasileira é a compreensão do conceito de missão. Missão, de modo geral, é compreendida como a atividade transcultural da proclamação do evangelho com o objetivo de salvar almas. É por causa desse reducionismo, fruto de uma visão dicotômica do ser humano e da Palavra de Deus, que a FTSA se percebe como uma agência capacitadora e formadora para a missão (de Deus) integral. A vocação da FTSA, antes de ser teológica, é missiológica. A teologia é um ato segundo, conforme nos ensinou Gustavo Gutiérrez, pois o ato primeiro é o agir (missão) de Deus na história da humanidade. Nas palavras desse autor:

O discurso teológico, que em última instância é sempre uma reflexão sobre Deus, vem do e vai para o amor de Deus. Amor que é, em primeiro lugar, matéria de contemplação e prática. Só depois disso se pensa, se produz um discurso sobre a fé. Em categorias que nos são familiares, e que lembrávamos antes, a contemplação e a solidariedade com os outros constituem o que chamamos o ato primeiro, a prática. A reflexão teológica, o discurso sobre Deus é o ato segundo. O mistério de Deus vive na oração e no compromisso com o irmão, somente em segunda instância essa vida poderá animar um pensamento, um falar adequado. (Gutiérrez, 2008, p. 78-79)

Na FTSA a teologia está a serviço da missão (missiologia). Por isso ela tem como foco a missão integral. Missão integral é a proclamação e manifestação (palavras e obras) do Evangelho do Reino de Deus para todas as dimensões da vida visando reconciliar (transformar) os relacionamentos corrompidos pelo pecado das pessoas com Deus, com seu próximo, com elas mesmas e com seu meio ambiente e tudo isso para a glória de Deus. É o chamado de Deus para o seu povo em Jesus Cristo, para promover a restauração completa das relações e condições da vida humana e da criação, de modo a permitir que a alegria da vida abundante se faça presente, como uma antecipação do Reino de Deus e a sua justiça, bem como da vida eterna, quando se completará o estabelecimento definitivo desse reino.

Nas palavras de René Padilla (2001), a missão integral “é a missão orientada à satisfação das necessidades básicas do ser humano, incluindo sua necessidade de Deus, mas também sua necessidade de amor, alimento, teto, abrigo, saúde física e mental, e sentido de dignidade humana”. Está além do conceito da “salvação da alma”. O apóstolo Paulo nos alerta para isso ao dizer: “Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, alma e corpo de vocês seja conservado irrepreensível na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23). Paulo usa a palavra ὁλοτελεῖς [holoteleis] traduzida por inteiramente neste texto. Ela também significa “completo”, “todo”, “inteiro”. É justamente de hólos que vem a ideia de holístico. Não se separa espírito, alma e corpo. Portanto, o que se enfatiza é a questão da integralidade sem a qual não pode haver integridade. A FTSA, cremos nós, tem sido um instrumento nas mãos de Deus para que a missão (de Deus) seja realizada em perspectiva integral.

A Rede Miquéias assim define missão integral:

A missão integral ou transformação holística é a proclamação e a demonstração do evangelho. Não é simplesmente que a evangelização e o compromisso social tenham que ser levados a termo juntos. Na missão integral nossa proclamação tem consequências sociais quando convocamos as pessoas ao arrependimento e ao amor pelos outros em todas as áreas da vida. Nosso compromisso social tem consequências para a evangelização quando damos testemunho da graça transformadora de Jesus Cristo. Se assumimos uma postura de omissão diante do mundo, traímos a Palavra de Deus, a qual requer de nós que sirvamos ao mundo. Se assumimos uma postura de omissão à Palavra de Deus, não temos nada que oferecer ao mundo. A justiça e a justificação pela fé, a adoração e a fé política, o espiritual e o material, a transformação pessoal e a mudança estrutural estão unidas entre si. Ser, fazer e dizer estão no mesmo coração de nossa tarefa integral. (Rede Miquéias, 2018)

Essa identidade missional determina o que a FTSA faz, como também sua razão de existir. Seu alvo penúltimo é a formação e capacitação do povo missional de Deus. Mas, seu alvo último é a glória de Deus (missio Doxa).

Estar na FTSA é se comprometer e se engajar com essa identidade missional, pois todos aqui estão a serviço da missão de Deus para que sua glória encha toda terra!

Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém e amém! (Sl 72:19).
  1. Teologia contextual

O projeto de criação de uma escola de Teologia no Brasil que tivesse uma proposta de ensino diferenciada, capaz de oferecer uma formação abrangente, contextualizada e direcionada às necessidades das igrejas brasileiras e latino-americanas, surgiu em 1989, quando um grupo de pastores se reuniu no campus do Fuller Theological Seminary, em Pasadena, CA, nos Estados Unidos, sob a liderança de Antonio Carlos Barro. Em outubro de 1993, líderes protestantes da cidade de Londrina e região apoiaram a ideia da nova escola teológica. Desse modo, em 28 de fevereiro de 1994 começou a funcionar, com 42 alunos, o Seminário Teológico Sul Americano – STSA.

O Seminário nasceu sem vínculo institucional com uma denominação protestante específica. Seu intuito era oferecer educação teológica para a diversidade confessional que caracteriza o contexto brasileiro. Mas dada a origem e formação de seus idealizadores, as diretrizes foram marcadas pela conjugação da tradição teológica reformada e do movimento evangelical, tendo no chamado Pacto de Lausanne as perspectivas norteadoras da visão missiológica. O STSA adotou como slogan preparar vidas para servir o reino de Deus. Nas primeiras turmas, prevaleceu a presença de alunos pertencentes às igrejas de tradição histórico-reformada, como presbiterianos, batistas, luteranos e metodistas. A partir da segunda década de funcionamento, entretanto, passou a ser notável e crescente o número de estudantes vinculados a segmentos pentecostais ou neopentecostais. Reunir lado a lado no ambiente de uma mesma sala de aula, para estudar Teologia, alunos pertencentes ao protestantismo histórico, ao pentecostalismo, neopentecostalismo, comunidades autônomas, ou movimentos até então considerados reticentes ao estudo teológico, além de católicos romanos, parecia ser algo inconcebível há poucas décadas, no Brasil.

Como parte de sua contextualização ao tempo, no ano 2000, processou-se uma mudança: o Seminário passou a ser Faculdade, adotando a identificação de Faculdade Teológica Sul Americana – FTSA. Era uma adequação que visava o credenciamento institucional e a posterior autorização de seu curso de Teologia pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), reconhecimento esse que foi oficializado em 2005. Como Faculdade, ampliaram-se ainda mais aqueles objetivos originais, tornando-a cada vez mais sólida no ambiente acadêmico e missionário para dar continuidade àquela história dos primeiros tempos. O corpo docente da FTSA passou a ser formado por doutores em sua grande maioria, seguido de mestres, com formações em Teologia e áreas afins do campo das Ciências Humanas. Isso possibilita atender com qualidade a diversidade de cursos que a instituição oferece.

Por circunstâncias históricas, em extensivo período a teologia desenvolvida na América Latina ficou vinculada a um viés interpretativo europeu ou norte-americano, numa espécie de dependência intelectual aos modelos dogmáticos que promoveram a cristianização do Continente. Como parte dos anseios de independência que marcaram a emancipação destes países, uma reflexão teológica de perspectiva contextual passou a se configurar sobretudo na segunda metade do século XX. René Padilla (2012, p. 101) disse: “Uma cópia xerox de alguma teologia elaborada na Europa ou a América nunca será capaz de satisfazer as necessidades teológicas da igreja no terceiro mundo”.

Toma-se como referência de missão e evangelização o Congresso de Edimburgo – realizado em 1910, que analisa a tarefa já realizada e os desafios ainda não consolidados –, e o Congresso Internacional de Evangelização Mundial, ocorrido em Lausanne no ano de 1974, representado por mais de 150 nações. Destes eventos, são gestadas organizações e entidades de reflexão teológica oriundas no próprio contexto latino-americano, que subscrevem como agenda promover a missão da igreja em sua integralidade, atenta às demandas emergentes do chamado terceiro mundo ou países em desenvolvimento.

A FTSA, desde seu início em 1994, tem em seu DNA a vocação de olhar para a América Latina. Participa integralmente dos Congressos Latino Americanos de Evangelização, chamados de CLADES, convocados pela Fraternidade Teológica Latino-Americana (FTL), e, inicialmente como fruto destes, os Congressos Brasileiros de Evangelização – CBE I e CBE II, realizados em Belo Horizonte respectivamente em 1981 e 2003. Os CLADES são:

  • CLADEI – 1969 – Bogotá, Colômbia: Ação em Cristo para um continente em crise;
  • CLADE II – 1979 –Huampaní, Perú: Que a América Latina ouça a voz de Deus;
  • CLADE III – 1992 – Quito, Equador: Todo o evangelho, para todos os povos desde a América Latina;
  • CLADE IV – 2000 – Quito, Equador:O testemunho evangélico rumo ao terceiro milênio: palavra, Espírito e missão;
  • CLADE V – 2012 –San José, Costa Rica: Sigamos a Jesus em seu reino de vida. Guia-nos, Santo Espírito!

Esse denso movimento enfatizou a necessidade de uma hermenêutica contextual. A FTSA assim adota o chamado círculo hermenêutico,[1] de onde nascem suas quatro áreas curriculares de formação, que são: (1) Análise da Realidade; (2) Bíblia; (3) Teologia Fundamental e; (4) Teologia Prática.

Nas palavras de René Padilla (1984, p. 249),

A contextualização do Evangelho não deve consistir numa adaptação de uma teologia existente a uma situação particular. Ela não será meramente resultado de um processo intelectual. Não há de ser auxiliada por um paternalismo missionário benevolente, empenhado em ajudar os “nativos” a selecionar elementos culturais que possam ser considerados positivos. Ela somente poderá ser o resultado de uma leitura nova e não-condicionada da Escritura, com uma hermenêutica na qual o Evangelho e o contexto histórico entram num diálogo cujo propósito é colocar cada aspecto da vida e da missão da igreja sob a soberania do Senhor Jesus Cristo em sua situação concreta.

A FTSA não abre mão desse legado como também do legado teológico produzido pelo advento da Reforma Protestante do século XVI e, posteriormente, disseminado na América. Porém, compreende que essa teologia tem como princípio estar sempre se reformando, devendo, por isso, ser interpretada e relida a partir das especificidades de cada temporalidade e contexto em que ocorrem sua vivência. Nesta chave hermenêutica, uma teologia latino-americana deve incluir entre as prioridades de sua agenda questões prementes que marcam, por exemplo, a história de indígenas, afrodescendentes e outros grupos mais expostos às consequências de um processo de colonização exploratório.

Neste cenário, a formação do estudante para a integralidade da missão requer também especial atenção às questões relacionadas ao meio ambiente e à saúde em seu sentido amplo, objetivando, assim, a construção de um mundo mais justo, solidário e sustentável, por meio do cuidado da vida em toda a sua biodiversidade. O compromisso com questões ambientais e ecológicas é adjetivado pelas ações de proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas, caracterizados em gerir de forma sustentável florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra. São também adensadas a esta realidade o esforço por acabar com a fome, o alcance da segurança alimentar e melhoria da nutrição; a redução das desigualdades e erradicação da pobreza; a tomada de medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos; a gestão sustentável da água e saneamento assegurado para todos, além da produção e do consumo eticamente responsáveis. Prezando por ser uma escola de teologia com ensino diferenciado, comprometido em oferecer uma educação contextual, com ações missionais em setores públicos diversos, a FTSA tem ampliado seu espectro de formação, valorizando também o preparo de líderes para atuarem como capelães em hospitais e Forças Armadas, agentes de ONGs e profissionais para ensino religioso em ambiente escolar.

Em sintonia com os novos tempos e contextos, a FTSA mantém-se atenta à constante atualização de seus cursos e programas: de um único curso de bacharelado, no início de suas atividades em 1994, a instituição também oferece atualmente diversos programas em níveis de pós-graduação e extensão, com destaque para o ensino à distância (EAD), com qualidade tecnológica de ponta. A realidade dos cursos no modelo online tem possibilitado uma educação sem fronteiras, multiplicando o número de estudantes dos mais diversos lugares. Alunos matriculados ou egressos da FTSA têm atuação em dezenas de países, a exemplo de Angola, Guiné Bissau, Moçambique, Quênia, Bolívia, Argentina, Paraguai, Peru, Canadá, EUA, México, bem como nos mais diversos estados do Brasil.

Ao transpor limites geográficos em sua tarefa educacional, outros contextos são alcançados pela FTSA, tornando ainda mais múltipla a composição cultural de seu corpo discente. Novas reflexões teológicas são, desse modo, atualizadas pelas exigências do tempo e do contexto. Um aspecto da instituição, porém, demonstra ter resistido às transformações do tempo: a identidade de preparar vidas para servir o reino de Deus.

  1. Teologia ministerial

O enfoque da teologia da FTSA é também ministerial, compondo uma faceta fundamental de sua identidade institucional. Por ministerial entendemos aquilo que está em direta relação com a igreja, a comunidade dos que creem e agem de maneira missional como representantes de Jesus Cristo no mundo.

A igreja, assim entendida, como Corpo de Cristo, apresenta-se como uma unidade que expressa a diversidade de dons e habilidades distribuídas pelo Espírito Santo, com vistas à edificação e expansão do próprio Corpo. Esses dons e habilidades, conferidas na liberdade e poder do Espírito, configuram a orientação básica para os vários ministérios da igreja, não de forma exaustiva, mas como indicação da multiforme sabedoria e criatividade divina.

Com isso em mente, a educação teológica na FTSA visa contribuir para a formação e aperfeiçoamento dos ministérios da igreja por meio de conteúdos e abordagens que se encontram, mais especificamente, agrupados na área denominada Teologia Prática. Sem prescindir dos conceitos, doutrinas, fundamentação bíblica, e compreensão da realidade em que a igreja está inserida, a Teologia Prática busca a aplicação desses conhecimentos nos vários ministérios exercidos pelos cristãos, aliados a recursos e ferramentas específicas para cada habilidade. Incluem-se aqui disciplinas tais como Gestão e Liderança, Culto e Liturgia, Revitalização e Crescimento de Igreja, Comunicação e Homilética (Pregação), Aconselhamento e Cuidado Familiar, Pastoral Urbana e Missão e Educação Cristã.

Embora os ministérios sejam percebidos a partir da realidade da igreja, eles não se limitam às ações voltadas para a própria igreja. Ao contrário, desde uma perspectiva mais ampla, missional e integral, os ministérios se voltam também para o serviço ao mundo e em prol do Reino de Deus. Nesse sentido, a FTSA entende ser vital a atenção às realidades contextuais que desafiam a igreja a responder, de maneira adequada, aperfeiçoando seus ministérios constantemente. Nas palavras de Charles Van Engen,

É necessário um novo paradigma missiológico na eclesiologia para que possamos ver a Igreja missionária como uma realidade “emergente”, que, ao ser constituída no mundo, torna-se na realidade o que é por fé. Se entendermos e interiorizarmos esse novo paradigma, veremos que o nosso pensamento sobre a Igreja e sua missão se tornará altamente contextual, radicalmente transformacional e poderosamente cheio de esperança, exercido com a eternidade em mente. Essa concepção implica um processo pelo qual a Igreja é e passa a ser. Ela é uma comunidade plenamente formada, um sacramento vivo e um sinal diante de Deus, de seus membros e dos que estão fora de suas paredes. Mas, ao mesmo tempo, está no processo de tornar-se, por meio do estabelecimento de metas, do planejamento e da avaliação cuidadosamente adaptados às circunstâncias. (Van Engen, 1996, p. 49)

Mais especificamente, a FTSA preocupa-se com uma formação que enfoque o caráter pastoral de seus alunos, sem perder de vista o aspecto missional do mesmo. Contudo, cada vez mais percebe-se a busca por maior conhecimento teológico por parte dos membros comuns das igrejas, identificados como leigos por não exercerem ministérios ordenados. Essa mais recente configuração do perfil do egresso amplia o espectro do foco de preparação ministerial, o que proporciona a oportunidade do fortalecimento das igrejas locais por meio do treinamento de sua membresia também nas áreas doutrinárias. O que se espera com isso é que o envolvimento dos membros nos ministérios da igreja aumente, bem como a sua ação ministerial missional nos locais onde convivem, quer seja na família, no trabalho, entre amigos ou em qualquer ambiente onde possam fazer brilhar a luz de Cristo e de seu Evangelho.

Certamente, a maioria dos alunos egressos da FTSA acaba por envolver-se com os ministérios de suas comunidades locais, quer na participação ou liderança, mas vale citar como exemplos concretos dessa formação com foco ministerial-missional, alguns ministérios de graduados que organizaram instituições para o trabalho com crianças de rua, travestis, drogaditos, atendimento a pacientes com câncer, auxílio a refugiados, capelania militar e hospitalar,  e assim por diante.

Para realizar essa tarefa educadora, a FTSA tem procurado estar próxima das lideranças das igrejas e atenta às suas necessidades, atualizando constantemente seus cursos e conteúdos a fim de atender a essas importantes demandas. Ao mesmo tempo, exercendo sua voz profética, a FTSA procura perceber as carências da sociedade, exortando e preparando seus alunos a responderem a elas por meio de seus ministérios, como um serviço de misericórdia e justiça que represente a manifestação graciosa de Deus para com a sua criação.

  1. Teologia transformadora

Por fim, a FTSA identifica-se com uma forma de ser, viver e ensinar que seja transformadora. Transformadora é um adjetivo que expressa uma característica essencial da vida e missão cristãs. Indica, antes de tudo, que acreditamos na mudança radical que o Evangelho promove na pessoa e, por conseguinte, no ambiente ou contexto em que ela está inserida. Ou seja, o Evangelho nos transforma para que sejamos agentes de transformação do Reino na Igreja, no país e no mundo.

Na FTSA procuramos capacitar nossos/as estudantes para que desenvolvam uma inteligência transformada. A inteligência transformada é fruto de um coração transformado e de uma mente renovada, que não se conforma com os ditames de sua época e de sua cultura (sem, porém, desprezá-los), como nos instrui Paulo em Romanos 12. Igualmente, que não subestima as emoções e paixões pelo uso da racionalidade, nem se retenha apenas ao campo da teoria, mas que seja movida pelos problemas práticos da vida, demonstrando compaixão e solidariedade. A inteligência transformada é também uma inteligência humilhada, que segue o exemplo do Senhor que se fez servo, ciente de que no Reino de Deus o menor (ou o que serve) será o maior. Ela é também uma inteligência grata, que honra o caminhar de quem veio antes e pavimenta o caminho para quem vem depois no Reino, porque reconhece que todo mundo precisa de todo mundo.

Assim, essa transformação é precedida por um compromisso com a Igreja de Cristo e com a missio Dei. Sinalizamos o Reino de Deus em nosso contexto por meio da mutualidade, da cooperação e da partilha, que são fruto da unidade que o Espírito Santo promove entre as várias partes do Corpo, que se complementam. Nesse sentido, estimulamos nossos/as estudantes a cultivar e valorizar a unidade em meio à diversidade expressa nas várias confissões de fé e orientações doutrinárias existentes entre eles/as; nas discussões e atividades acadêmicas em classe, bem como nas oportunidades de ação e interação concretas que a faculdade também fomenta por meio de projetos de extensão ou ações extraclasse.

A transformação que o/a discípulo/a de Cristo e sua comunidade afirmam ter obtido através do Evangelho deve, por sua própria natureza, se estender porta afora, para seu entorno ou contexto mais amplo. Cremos e ensinamos que ela não pode ser apenas individual e/ou comunitária, mas também social, historicamente situada, e sensível às necessidades integrais do ser humano. Visando essa transformação integral, uma teologia contextual não se limita a apenas observar e compreender o nosso contexto latino-americano, mas observa, compreende e, por conseguinte, promove ações transformadoras na e da realidade. Ações que identifiquem e anunciem, por palavras e obras, a presença do Reino de amor de Jesus e de sua justiça entre nós.

Acreditamos em vidas sendo transformadas pelo poder do Evangelho, porque temos visto e experimentado isso na FTSA em sua história até aqui. Aqui certamente apostamos que a educação é um dos meios mais profícuos de libertação do ser, e de conferir-lhe dignidade e propósito. Mas também sabemos que a educação teológica, em especial, tem uma função ainda mais específica, que é libertar corações e mentes por meio do e para o Evangelho do Reino de Deus. Neste lugar, vidas têm sido convertidas não a um tipo específico de teologia, mas ao Reino de Deus e sua Missão. E essa é uma conversão/transformação decisiva para a igreja em nossos dias.

Como fruto desse processo, muitos ministérios missionais e de cunho transformador surgiram, por iniciativa de estudantes que passaram pela FTSA, e têm servido para edificar a Igreja e a sociedade não apenas em nosso contexto local, Londrina e região, mas em diversos lugares do Brasil e até mesmo em outras partes do mundo. Isto mostra que a educação teológica deve ser alargadora de horizontes quando compreende que sua função principal é precisamente a de expandir as muitas fronteiras que hoje se nos apresentam, atravessar encruzilhadas, abreviar distanciamentos (não apenas geográficos, mas também relacionais entre pessoas e povos), cooperando humildemente com o Evangelho. Tudo fazemos na intenção de cruzar fronteiras, parafraseando o apóstolo Paulo, por causa do Evangelho e para nos tornar cooperadores com ele.

Entendemos, de acordo com Samuel Escobar (1997, p. 69), que:

Durante quase vinte séculos o evangelho de Jesus Cristo vem cruzando todo tipo de fronteiras, passando de um país para outro, de uma cultura para outra, de uma classe social para outra. Em quase todos os idiomas e dialetos do mundo de hoje Jesus é invocado e sua Palavra é lida. A mensagem de Jesus alcançou uma universalidade maior que a de qualquer outra pessoa que tenha vivido na história. Neste constante atravessar de fronteiras o Espírito Santo impulsiona a igreja a cumprir a missão para a qual Deus a formou. E ela realiza assim o propósito de amor redentor revelado e realizado por Jesus Cristo. O Espírito sempre faz surgir em meio ao povo de Deus mulheres e homens que, cheios de paixão evangelística, se lançam a cruzar todo tipo de fronteiras para levar o evangelho de salvação a todos os seres humanos. A igreja que cumpre sua missão é povo em marcha, lançado aos quatro ventos em uma atitude de obediência.

Cruzar fronteiras e quebrar muros de separação, não por força nem por violência, mas pelo Espírito de amor de Jesus, é, desse modo, uma das tarefas mais prementes para os cristãos no mundo atual tão polarizado e dividido por tantas questões.

Ademais, salientamos que a transformação precisa acontecer antes e concomitantemente no agente missional. Não se pode querer praticar no outro aquilo que não se põe em prática em sua própria vida. Jesus fez uma advertência muito clara aos seus discípulos no tocante à essa tendência que chamou de hipocrisia:

Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los (Mt 23:1-4).

“Dizem e não fazem” é um risco muito grande – o risco da incoerência e da inconsistência de vida. A transformação que queremos ver acontecendo nos outros e no mundo é a transformação que começa e acontece em nós mesmos. A FTSA quer, sim, preparar vidas para servir o Reino de Deus, mas vidas transformadas pelo poder do Evangelho, que praticam nelas mesmas a transformação pela renovação da mente, para que se possa experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12:1-2).

Conclusão

Em uma única frase conclusiva, podemos assim definir a identidade teológica da FTSA à luz das cinco características expostas ao longo deste documento:

BÍBLICA | CONTEXTUAL | MINISTERIAL | MISSIONAL |TRANSFORMADORA

A FTSA busca desenvolver uma reflexão e práxis teológica centrada na Palavra de Deus, cuja essência é revelar a missão redentora de Deus ao mundo, levando em consideração os desafios contextuais (sociais, culturais, emocionais, espirituais, econômicos, políticos…) para que as práticas ministeriais, tanto das pessoas, igrejas e organizações, sejam consequências de um compromisso missional integral que transforme vidas, situações e realidades para a glória de Deus e o estabelecimento de Seu Reino.

Notas

[1] Dentre as diferentes formas de concepção do círculo hermenêutico a mais completa nos parece ser a proposta por Juan Luís Segundo. A ideia desse autor (que relemos em nossas quatro áreas) é de que o círculo procede de quatro passos: 1) nossa maneira de experimentar a realidade nos leva à “suspeita ideológica” (análise da realidade); 2) essa suspeita se expande da realidade para o modo como lemos as Escrituras, o que ele chama de “suspeita exegética” (Bíblia); por consequência, esse novo modo de interpretação da Bíblia, contextual e historicamente situado, gera uma nova concepção e vivência teológica (Teologia Fundamental); esta deve motivar a uma nova práxis teológica visando à transformação da realidade (Teologia Prática). (Segundo, 1987. Ver também: Stam, 1984, pp. 92-136).

Referências bibliográficas

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Sobre os autores

Esse texto é resultado de uma construção coletiva. Foi escrito pelos cinco membros do Núcleo Docente Estruturante (NDE), da FTSA, composto pelos docentes: Ms. Flávio Henrique de Oliveira, Ms. Jonathan Menezes, Dr. Jorge Henrique Barro, Dr. Marcos Orison Nunes de Almeida, e Dr. Wander de Lara Proença.

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